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Encontro latino americano e caribenho de Economia Solidária reúne 600 mulheres

O 3º Encontro da América Latina e Caribe das Mulheres da Economia Solidária realizado em Porto Alegre (RS) entre os dias 12 e 13 de setembro, reuniu mais de 600 mulheres procedentes de 42 municípios gaúchos, junto com representantes do estado de Pernambuco e de Argentina, Uruguai e Cuba. A proposta foi trocar experiências e discutir o protagonismo das mulheres da Economia Solidária e sua atuação junto ao cooperativismo e as cadeias solidárias, abordando também os avanços alcançados e os desafios a serem vencidos em diferentes segmentos.

O evento foi promovido pela Secretaria da Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sesampe) com a parceria das secretarias de Desenvolvimento Rural Pesca e Cooperativismo e de Política para as Mulheres. Na parceria, a FLD, Banrisul, Ascar/Emater, Fórum Gaúcho de Economia Solidária e Comissão de Constituição de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa (CCDH/AL).

Constaram da programação os painéis sobre Cooperativismo e a atuação da mulher, Mulheres na construção das cadeias solidárias e Enfrentamento pela inclusão produtiva e grupos de trabalho onde foram discutidas questões sobre as cadeias solidárias da pesca, lã, frutas nativas, reciclagem PET, artesanato, agricultura familiar, alimentação e confecções. O tema da violência também entrou na discussão.

A secretária executiva da FLD, Cibele Kuss, participou da mesa de abertura, junto com outras autoridades. “Saúdo a todas, animando-as a contribuir para o fortalecimento da economia solidária, a partir da garantia do empoderamento das relações sociais de gênero”, disse. Ainda, ao falar sobre a importância do tema da Economia Solidária para a FLD, lembrou que a Fundação “participou ativamente na construção desta edição, como o fizemos desde a primeira edição”.

“Em todos os segmentos encontramos mulheres à frente do processo produtivo, da gestão e da representação. Mas muito ainda precisa ser debatido, avançado e conquistado, principalmente provocar nas mulheres o debate franco e aberto, o qual vai melhorar suas condições de trabalho, de militância, de cuidadora de sua família e comunidade”, afirmou a diretora do Departamento de Incentivo e Fomento à Economia Solidária (Difesol), da Sesampe, Nelsa Nespolo.

Para a secretária de Políticas para as Mulheres, Ariane Leitão, o novo modelo proposto pela economia solidária é fundamental para as ações efetivas das mulheres na inclusão no mundo do trabalho. A assessora de projetos da FLD, Angelique van Zeeland, ressaltou que tanto o processo quanto a realização dos encontros têm sido uma caminhada coletiva dos empreendimentos da Economia Solidária, poder público e organizações como a FLD. “O grande número de participantes confirma que há muito interesse e que muita coisa já foi feita no que se refere à construção de redes.” Entre os avanços, estão a Lei 13.922, que estabelece a Política Estadual para Compras Governamentais da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares e da Economia Popular Solidária – a Compra Coletiva/RS.

Um documento contendo as conclusões do 3º encontro das mulheres da economia solidária e ainda uma pauta de demandas foram redigidos no final do encontro. A moção será entregue aos governos estadual e federal e à Comissão do Mercosul da Assembleia Legislativa, por meio de representantes presentes ao evento. 

Nas últimas três foto, a oficina com mulheres catadoras, coordenada pela FLD.