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Governo gaúcho cria conselho de Economia Solidária

O governador Tarso Genro presidiu na quinta-feira (26), no Palácio Piratini, os atos de instalação do Conselho Estadual de Economia Solidária (Cesol), instituído pelo Decreto 48.688. O órgão terá a função de buscar o consenso em torno de políticas e ações destinadas ao fortalecimento da economia solidária no Rio Grande do Sul.

Ao Cesol, que ficará no âmbito da Secretaria da Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sesampe), compete estimular a participação da sociedade civil e da administração pública estadual na definição de políticas de economia solidária. A FLD é uma das organizações que compõem o conselho.

Para o titular da Sesampe, Maurício Dziedricki, o fórum se constituirá em autêntico representante do segmento. "A Sesampe tem o desafio de estabelecer políticas públicas que alcancem o universo de empreendedores, que, muitas vezes, não encontram acesso ao crédito, não dispõem de ferramentas gerenciais que promovam a vitalidade do seu negócio ou que individualmente não acham meios de superar barreiras impostas pelo mercado".

Conforme o secretário, a economia solidária retrata uma nova vertente econômica e representa a porta de entrada de milhares de pessoas, muitas delas informais aos olhos da legislação, para o campo produtivo. "É imperativo construir um novo tempo. É imperativo que empreendedores, informais ou não, tenham as oportunidades afirmadas com políticas de crédito e microcrédito e patrocínio aos arranjos coletivos e produtivos para a baixa renda", enfatizou Dziedricki que participará do ato juntamente com o Secretário Nacional de Economia Solidária, Paul Singer e dos prefeitos de Canoas, Novo Hamburgo, Jaguarão, Santa Cruz do Sul e conselheiros.

Na mesma oportunidade haverá a assinatura de compromisso com a Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes) para a instalação da Cadeia Solidária Binacional do PET, um projeto conjunto entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai.

Já foram firmados termos de cooperação entre o Governo do Estado, através da Sesampe, e o governo uruguaio, por meio do Instituto Nacional de Cooperativismo da República Oriental do Uruguai (Inacoop), com o objetivo de promover ações conjuntas para a construção da Cadeia Solidária Binacional do PET. 

O convênio firmado prevê que a transformação do PET em flake seja realizada por empreendimentos gaúchos. Após esta fase, o material será enviado para a Cooperativa Industrial Maragata (Coopimaque), no Uruguai, que do flake fará a fibra. Essa fibra vai para uma cooperativa têxtil de Minas Gerais, que, a partir dela, cria o fio e envia para as cooperativas do Rio Grande do Sul, que irão, com esse tecido, confeccionar sacolas e outros produtos. Para viabilizar no RS serão instalados cinco polos de tratamento e transformação do PET em flake nas regiões Sul, Noroeste-Colonial, Vale dos Sinos, Metropolitana e a Capital.

Integrantes do Cesol

O Cesol tem uma composição tripartite e paritária. A Administração Pública integrará o Conselho com um representante das Secretarias de Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa, Planejamento, Gestão e Participação Cidadã, Educação, Cultura, Trabalho e do Desenvolvimento Social, Políticas para Mulheres, Turismo, Meio Ambiente, Desenvolvimento Rural, Pesca, Cooperativismo, Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, um representante do Banco do Estado do Rio Grande do Sul - Banrisul e um representante da Rede de Gestores.

Os Empreendimentos Econômicos Solidários no Cesol têm um representante da União e Solidariedade das Cooperativas e Empreendimentos de Economia Social do Brasil (Unisol), da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul), da Federação das Associações de Recicladores do Rio Grande do Sul (Fargs), da Confederação Latino-americana de Cooperativas e Mutuais de Trabalhadores (Colacot) e sete representantes de empreendimentos econômicos solidários indicados pelo Fórum Gaúcho de Economia Popular Solidária.

A Sociedade Civil integrará o Conselho através de um representante do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), da Guayi, da Cáritas Brasileira - Regional RS, do Centro de Assessoria Multiprofissional - Camp, um representante da Associação do Voluntariado e da Solidariedade - Avesol, um representante da Central Única dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul - Cut/RS, um representante da Fundação Luterana de Diaconia - FLD, dois (2) representantes da Rede de Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares - Redes de ITCP´s, um representante da Universidade do Estado do Rio Grande do Sul, um representante da ONG Moradia e Cidadania e um representante da Fundação de Educação para o Associativismo - FEA.