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Inundações no Acre: Comin promove campanha financeira em apoio à comunidade indígena

As chuvas e inundações ocorridas no Acre, desde o início de fevereiro de 2015, resultaram, de acordo com o Ministério da Integração Nacional, em um dos piores desastres na história do estado, superando o episódio de 1997, quando o Rio Acre alcançou 17,66 metros.

Enquanto a atenção da grande mídia e de órgãos municipais, estaduais e federais dirige-se à área urbana, populações ribeirinhas, comunidades rurais e povos indígenas estão vivendo uma situação de total descaso e abandono. A partir da sua atuação na Área de Ajuda Humanitária, a FLD está apoiando dois projetos de resposta a emergências na região: o primeiro, encaminhado pela Comissão Pastoral da Terra Acre (CPT – Acre), vai contribuir no processo de retirada de famílias, transporte, coleta de alimentos, de roupas e de doações. O trabalho vai se dar em todo o estado.

O segundo projeto de resposta a emergências vai ser desenvolvido com o Conselho de Missão entre Indígenas (Comin) junto ao povo Jaminawa, da comunidade São Paulino, em Sena Madureira. De novo, suas casas foram invadidas pela água, roupas e os outros poucos pertences carregados na enxurrada e os roçados - com milho, arroz, macaxeira (aipim) e bananas, que garantem a alimentação diária -perdidos.

Além da pobreza instalada na comunidade, as inundações tornam a vida deste povo mais dramática. Há 30 anos, suas integrantes e seus integrantes reivindicam a demarcação da Terra Indígena em São Paulino. No entanto, foram “empurradas e empurrados” para um barranco na beira do Rio Purus, devido à invasão ilegal de seu território por fazendeiros, para a criação de gado e a extração de madeira da floresta amazônica. Ali, ao lado do rio, tentam sobreviver em uma área de dois hectares.

Crianças em risco

Em visita aos Jaminawa há poucos dias, a assessora de projetos do Comin, Ana Patrícia Ferreira, vivenciou o desgaste emocional e os prejuízos materiais resultantes das inundações. “A situação é desesperadora. As pessoas não receberam uma única cesta básica, nada. A Funai não apareceu”. Neste momento, as necessidades mais urgentes são água potável e alimentos. “O número de casos de diarreia e vômito está aumentando, especialmente entre as crianças”.

Você pode ajudar

Além dos projetos de resposta à emergência, a FLD lançou, junto com o Comin, uma campanha de arrecadação financeira para a compra de cestas básicas e água potável. Abaixo, os dados bancários para o depósito:

ISAEC DAI FSI

Banco Santander S/A

Ag. 3421

Conta corrente: 13.000516-8

Fundação Luterana de Diaconia

Banco do Brasil

Ag 010-8

Conta corrente: 14118-6

Imagem: Muitas casas estão isoladas. Outras foram invadidas pela água e as famílias estão desabrigadas.

Crédito: Ana Patrícia Ferreira