FUNDAÇÃO LUTERANA DE DIACONIA

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Articulação para o Monitoramento de DH participa de agenda de incidência política em Genebra

14-03-2019

De 12 a 15 de março, a Articulação para o Monitoramento dos DH no Brasil participa de comitiva de organizações e movimentos da sociedade civil brasileira na Suíça – uma série de agendas para tratar da situação dos direitos humanos no Brasil, junto a órgãos internacionais ligados a ONU, e também a organizações e Igrejas na Europa.

A agenda conta com ampla participação da sociedade civil brasileira e é importantíssima no momento de tantos retrocessos, quando direitos são vilipendiados no nosso país. O foco da agenda são os direitos humanos, em especial no campo dos DHESCAs – incluindo a Reforma da Previdência, e o processo de desconstrução dos espaços de participação social no Brasil, no governo Bolsonaro.

Dois materiais produzidos pelo Pad estão incluídos na agenda: A Mineração Mata mais uma vez no Brasil e Bolsonaro desmoraliza o Brasil.

No dia 12, a Articulação integrou evento sobre a situação dos direitos humanos no Brasil, junto às organizações brasileiras Conectas Direitos Humanos, Terra de Direitos, Artigo 19, Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, Conselho Indigenista Missionário (CIMI), ABGLT e Associação dos Índios Tupinambás da Serra do Padeiro.

No dia 13, fez parte da reunião de trabalho com representantes de igrejas internacionais, incluindo membros do Conselho Mundial de Igrejas, da Federação Luterana Internacional e da Aliança ACT, junto com o CIMI, a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH) e lideranças indígenas. Ali, discutiram a questão indígena no Brasil, o armamento da sociedade e as consequências para o avanço da violência em diferentes frentes, com destaque para os crimes de ódio e intolerância, do feminicídio, a presença das milícias no espaço urbano e rural, e o avanço da extrema direita no espaço cristão.

Hoje, dia 14, a Articulação participa de uma reunião conjunta da sociedade civil brasileira com assessoras e assessores técnicos das relatorias e procedimentos especiais da ONU. Também haverá uma reunião com diplomatas da União Europeia – responsáveis pelo tema dos direitos humanos na missão da União Europeia em Genebra, e em alguns países membros da União Europeia.

No dia 15, a reunião será com a Alta Comissária das Nações Unidas, Sra. Michelle Bachelet. Para Enéias da Rosa, secretário executivo da Articulação, a reunião é estratégica, no sentido de marcar posicionamento da sociedade civil sobre as ações do atual governo brasileiro na questão dos direitos humanos em nível nacional e internacional. “A proposta é que se possa manter um canal de diálogo mais ativo com este órgão no próximo período”.

A Articulação participará ainda de duas outras agendas: uma envolve ato coordenado por organizações internacionais em protesto por um ano do assassinato de Marielle e de Anderson, e outro organizado pela Conectas, sobre novos autoritarismos e suas consequências para os direitos humanos e a sociedade civil.

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