FUNDAÇÃO LUTERANA DE DIACONIA

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Nem tão Doce Lar estará em Fortaleza e Recife nos meses de julho e agosto

Nos dias 7 e 8 de maio foram realizadas nas cidades de Fortaleza e Recife oficinas de formação da metodologia da Exposição Nem Tão Doce Lar. As oficinas, promovidas pela FLD em parceria com Diaconia (http://www.diaconia.org.br) , reuniram 37 pessoas, entre educadores e educadoras, jovens de grupos e projetos parceiros, pastores, lideranças religiosas, representantes de redes e fóruns, representantes de instituições que trabalham com pessoas com deficiência, representantes de Conselhos Tutelares e CRAS e assessoras e assessores da Diaconia das cidades de Camaragibe, Gravatá, Fortaleza, Olinda, Paulista e Recife.

Como fruto das oficinas, está prevista para os meses de julho e agosto a realização da exposição nas cidades de Fortaleza, Gravatá e Recife. Em Fortaleza, a exposição estará aberta à visitação no Instituto Novidade de Vida nos dias 30 e 31 de julho, em parceria com a Diaconia, e nos dias 13 e 14 de agosto, em parceria com a Visão Mundial. Ainda no mês de julho, com datas a serem definidas, a Nem tão Doce Lar será realizada no município de Gravatá, pela Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e pela ONG Pro-Ludos – O Caminho.Na cidade de Recife, na comunidade do Morro da Conceição, a exposição será montada em parceria com o Centro de Reabilitação e Valorização da Criança – CERVAC.

A perspectiva é alcançar, aproximadamente, cerca de 1.200 pessoas, entre crianças, adolescentes, jovens e suas famílias, bem como lideranças comunitárias e educadores sociais.

Oficina

A oficina teve como objetivo mobilizar, sensibilizar e formar diferentes sujeitos sociais para trabalhar questões relativas à violência de gênero e abuso e exploração sexual, a partir da replicação da exposição Nem Tão Doce Lar. Na ocasião, o assessor técnico da FLD, Rogério Aguiar, através de dados estatísticos, fez uma análise sobre a construção histórica da violência de gênero no Brasil, bem como o atual contexto, que aponta avanços, desafios e retrocessos. Na oportunidade, Rogério também explicou como surgiu a exposição, o processo de adaptação à realidade brasileira e a flexibilidade da metodologia para se adaptar as diferentes realidades das comunidades.

Durante o processo de formação, as/os participantes da oficina em Recife tiveram a oportunidade de vivenciar a metodologia através de uma simulação da exposição, montada de forma adaptada como parte do processo de formação. O grupo interagiu com a exposição, tirando dúvidas e sugerindo adaptações para a realidade pernambucana.

“Foi muito importante nos reunirmos para tratar de um tema que especialmente é vivido em locais que deveria proteger crianças e adolescentes. E muitas vezes como igreja, não temos uma visão muito aberta para identificar esse espaço doméstico como vulnerável para crianças e adolescentes”, destaca o representante da Igreja Menonita, Fábio Carvalho.

Texto: Camila Rago