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Participe: abaixo-assinado pede Tratado de Comércio de Armas que resguarde os direitos humanos

A violência armada mata 747 mil pessoas no mundo por ano. Para cada pessoa morta por armas existem 10 pessoas feridas. Duas de 3 pessoas mortas por armas de fogo viviam em países que estão "em paz". Um milhão de armas são reportadas roubadas cada ano em todo mundo. Duas balas por pessoa são produzidas por ano. Uma em 10 pessoas possuem armas.

Estes são alguns dados sobre a violência armada no mundo. Em julho deste ano (2012) os países membros das Nações Unidas irão negociar um Tratado sobre o Comércio de Armas (TCA). A sociedade civil e as igrejas estão conclamando os governos para que o tratado estabeleça, no mínimo, que nenhuma transferência internacional de armas e munições ocorra se o armamento for usado em graves violações do direito humanitário internacional ou do direito internacional dos direitos humanos, ou venha a minar a redução da pobreza e o desenvolvimento socioeconômico.

Marie Wangen Krahn, professora na Faculdades EST, em São Leopoldo (RS), está representando a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) em um grupo formado por 12 pessoas do mundo todo para coordenar a Campanha do Conselho Mundial de Igrejas para o TCA. Ela é a coordenadora geral da ONG Serviço de Paz (Serpaz), que tem sede em São Leopoldo (RS). Marie e integrantes do Serpaz participaram do Dia da Igreja do Sínodo Nordeste, colhendo assinaturas para o abaixo-assinado vinculado à Campanha do CMI para o TCA.

“Temos muito trabalho ainda, até julho”, disse Marie. “Precisamos conscientizar as pessoas do problema das armas e exigir que nossos governos tomem uma posição firme no controle da venda de armas. Também precisamos garantir o envolvimento de profissionais da área da saúde e parlamentares, entre outros”.

O movimento não se refere ao desarmamento da população, mas da regulamentação do comércio de armas. Cidadãos individuais que querem falar alto em favor do tratado devem acessar o link http://speakout.controlarms.org. Entidades e lideranças religiosas assinam a petição via o link http://controlarms.org/interfaith; vereadores, deputados, senadores e outros da área governamental, em http://controlarms.org/parliamentarian-declaration; profissionais da saúde, em http://armstradetreatymedicalalert.wordpress.com/petition-text.

A FLD, assim como a IECLB, é signatária da Declaração inter-religiosa em apoio a um tratado que controle de forma efetiva a venda de armas e proteja os direitos humanos.

 

Foto: Rodrigo Fagundes/Trilha Cidadã