FUNDAÇÃO LUTERANA DE DIACONIA

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Projeto de modernização da Rádio Fala Mulher cria rádio jovem

A equipe de modernização da Rádio Fala Mulher, que incluiu oficinas sobre criação de programação, redes sociais e manuseio no estúdio e é apoiada através de Fundo de Projetos da Fundação Luterana de Diaconia, FLD, agora inova: integra a juventude ao criar uma rádio na web, dentro do site da Rádio Fala Mulher.

O projeto vai fortalecer o envolvimento das jovens e dos jovens nas lutas sociais utilizando o instrumento da internet, especificamente nos direitos das mulheres e na valorização da identidade racial.

Segundo a coordenadora do projeto, Karla Galdino, "a juventude inscrita no projeto apresentou muita empolgação com a proposta, inclusive se comprometendo a criar uma escala de programação para alimentar a rádio".

Para a assessora de projetos da FLD, Marilu Menezes, este projeto tem um significado especial justamente por reunir numa mesma iniciativa a juventude, os direitos das mulheres e a comunicação. 

Assim, o recurso do Projeto para a modernização da Rádio Fala Mulher vai permitir também instalar uma internet mais veloz, aumentar o recurso para alimentação de modo que aconteçam oficinas durante cinco sábados (das 09 às 17 horas) e, por fim, disponibilizar transporte para as jovens e os jovens de outras comunidades interessados em atuar na Rádio.

Dentre os 54 jovens inscritos, 25 foram selecionados. Dentre os critérios, estavam: ter idade entre 15 e 24 anos, ter dois jovens por comunidade, ter realmente interesse no ramo da comunicação e ter conhecimento básico em informática e internet.

A Rádio Fala Mulher é uma realização do Grupo de Mulheres Cidadania Feminina, uma organização não governamental, feminista e antirracista, cujo objetivo é alcançar o fortalecimento e empoderamento das mulheres para a participação e a intervenção nos espaços públicos e privados, na perspectiva do reconhecimento dos seus direitos. 

O Grupo de Mulheres Cidadania Feminina atua na comunidade do Córrego do Euclides, Recife, Pernambuco, caracterizada pelo alto índice de violência, uso de drogas e exploração sexual da criança e do adolescente. A comunidade possui apenas uma escola municipal, de ensino fundamental. Conforme Karla, para ter acesso à saúde, outros níveis de educação e ao lazer, as moradoras e os moradores têm que se deslocar para as comunidades adjacentes, o que acaba os/as submetendo a situações de riscos físicos e emocionais.

 

Foto Divulgação: Juventude e crianças do bairro Córrego do Euclides