FUNDAÇÃO LUTERANA DE DIACONIA

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Rádio Fala Mulher, do Grupo Cidadania Feminina em Recife, terá versão web

A partir de uma roda de conversas, formada todos os sábados no Bairro Córrego do Euclides, em Recife (PE), surgiu o Grupo de Mulheres Cidadania Feminina, uma organização da sociedade civil, feminista e antirracista. Do bate-papo sobre o dia a dia, passou-se à discussão do cotidiano, visando à construção de pautas voltadas aos desafios da comunidade e do cotidiano das mulheres.

O Grupo, que tem o apoio da FLD, existe há 12 anos e conta com o objetivo de alcançar o fortalecimento e empoderamento das mulheres.

“Apesar dos avanços alcançados, principalmente nas capitais - no interior as coisas pouco mudaram -, as mulheres ainda não têm autonomia sobre o seu corpo, são violentadas e mortas, a maioria está no trabalho não formal e precarizado, fica com a responsabilidade das crianças e das pessoas idosas e/ou doentes”, explica Liliana Barros, uma das coordenadoras da ONG, ressaltando a atualidade dos temas tratados.

Desde a sua criação, diversas iniciativas foram tomadas para o fortalecimento da figura feminina. Uma que ganhou destaque foi o Apitaço, projeto que inclusive recebeu o prêmio do Jornal o Globo/2007 - Fazendo a Diferença (categoria país), sendo o apito utilizado na comunidade do Córrego do Euclides como instrumento de alerta quando uma mulher está em situação de violência, intimidando o agressor e dando à vítima a segurança de que existe uma rede de apoio na comunidade.

Além disso, um dos projetos mais recentes, e de maior impacto, é a rádio Comunitária Fala Mulher. Começando com caixinhas em postes, a rádio contará, a partir do dia 20 de julho, com uma versão web, apoiada pelo Fundo de Projetos da Fundação Luterana de Diaconia, que tem por objetivo divulgar e pautar as ações do Grupo, da comunidade e do movimento de mulheres. A data do lançamento foi escolhida em homenagem às mulheres negras, marcando o Dia da Mulher Negra Latinoamericana e Caribenha, celebrado no dia 25 de julho.

Com isso, espera-se, poderá ser ampliada a participação e a intervenção das mulheres e da juventude nos espaços públicos e privados, na perspectiva do reconhecimento dos seus direitos.

“A perspectiva da rádio é levar a nossa voz para o mundo, fortalecendo as mulheres e a juventude para juntas/os construirmos uma sociedade mais justa e igualitária”, conclui Liliana.

Para mais informações a respeito dos trabalhos desenvolvidos pelo Grupo e pela Rádio, acesse aqui.