FUNDAÇÃO LUTERANA DE DIACONIA

Notícias

Visita a projetos emociona conselheiros e conselheiras

Sábado, dia 17, último dia da Assembleia da FLD (realizada em São Leopoldo/RS), deu espaço à troca de informações relativas às visitas feitas a grupos e projetos apoiados. "É emocionante o trabalho da Pandorga (em São Leopoldo), com crianças e jovens autistas", afirmou o presidente da Diretoria, Carlos Hopffer.

A Associação Mantenedora Pandorga (naquele tempo, Escola da Pandorga) foi criada em 1995, quando sua fundadora, com o auxílio de uma educadora, acolheu duas crianças autistas na sua casa. Com a crescente demanda, a organização teve que ampliar suas dependências e passou a atender também jovens com autismo e psicose graves. Hoje, a Pandorga tem dois centros de convivência: a Pandorga Criança e a Casa da Pandorga. Além disso, com toda a experiência acumulada, oferece atividades de apoio às famílias, assessoria externa a indivíduos e famílias e cursos de formação.

Em Gravataí, os conselheiros e conselheiras puderam conhecer mais de perto a história e o trabalho do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR). “É impossível relatar tudo o que ouvimos durante o trajeto de São Leopoldo até lá e depois no galpão de reciclagem. São histórias de coragem e de superação", disse o presidente do conselho da FLD, Mathias Möller. “Vimos o processo de separação de lixo e a diferença que faz se o município tem a coleta seletiva”, observou Ademir Hengen Anklan. O MNCR é um movimento social que vem desde 2000 organizando catadores e catadoras de materiais recicláveis em todo o Brasil. A parceria com a FLD surgiu a partir do apoio a alguns pequenos projetos, e hoje se dá em grandes iniciativas, como o Cataforte, que recebe suporte financeiro da Fundação Banco do Brasil e do Ministério do Trabalho e Emprego.

O terceiro grupo de conselheiros e conselheiras visitou a cooperativa Univens (Unidas Venceremos), em Porto Alegre. “Representantes da Univens contaram sobre a Justa Trama, uma rede de algodão ecológico que reúne mais de 700 pessoas da agricultura familiar, fiação, tecelagem, confecção e artesanato, em seis estados brasileiros: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Rondônia e Ceará. O algodão é produzido sem o uso de agrotóxicos, com técnicas de conservação do solo e da água, e o fio e o tecido são produzidos de forma a não sofrerem nenhum tipo de contaminação com o algodão convencional. As roupas são confeccionadas em São Paulo, Santa Catarina e no Rio Grande do Sul e os botões e acessórios vêm de sementes beneficiadas em Porto Velho, na Rondônia.

“Me impressionou todo o trabalho, ouvi-las e especialmente o lema delas – comece fazendo o possível que logo você estará fazendo o impossível”, relatou a vice-presidente do conselho, Cleci Terezinha Koch. “Faz diferença visitar os projetos e ouvir as pessoas. Agora entendo muito melhor o trabalho da FLD e posso dizer que me alegro de fazer parte deste trabalho.”