Galinheiros comunitários fortalecem segurança alimentar em mais de 30 comunidades indígenas do Paraná

Os galinheiros comunitários são instalados de forma participativa.
Os galinheiros comunitários são instalados de forma participativa.

Iniciativa prevê a construção de 64 unidades de criação de aves em mais de 30 comunidades Guarani no Paraná

O projeto OPANÁ: Chão Indígena avança para uma nova fase com o início da construção de galinheiros comunitários nas comunidades Guarani do oeste e litoral do Paraná. As obras começaram na última semana e seguirão pelos próximos meses, fortalecendo a segurança alimentar indígena, que é o objetivo principal da ação. 

As estruturas serão implantadas de forma participativa, com o envolvimento direto das comunidades e da equipe técnica do projeto. A definição dos locais e das famílias responsáveis pelo cuidado dos animais foi feita durante a construção dos planos comunitários elaborados no início do OPANÁ. Ao todo, serão implementadas 64 unidades produtivas para aves, distribuídas entre as 32 comunidades participantes.

A construção dos galinheiros começou no Tekoha Nhemboete, no oeste do Paraná, onde estão sendo implantadas três unidades. Adelaide Ramires, cuidadora de um dos galinheiros, conta que há tempos desejava voltar a criar galinhas. “Quando morava no Mato Grosso, eu criava bastante, mas aqui no oeste do Paraná foi mais difícil conseguir a estrutura e os animais. Agora, com o projeto, posso voltar a me dedicar a isso, o que me deixa muito feliz”, compartilha.

Os galinheiros comunitários

Cada galinheiro contará com uma área coberta de 20 metros quadrados, onde serão instalados comedouros, bebedouros e poleiros, garantindo abrigo e conforto para as aves. Ao redor dessa estrutura central, será construído um piquete cercado, cujo tamanho será ajustado conforme a disponibilidade de espaço em cada comunidade. Esse sistema permite que as galinhas tenham acesso a uma área externa, favorecendo a alimentação de livre pastagem e promovendo um manejo mais sustentável.

A iniciativa de construção das unidades prevê a criação de aproximadamente 6.400 aves, com cerca de 100 aves por galinheiro. Todas as aves serão de dupla aptidão, ou seja, aptas tanto para a produção de carne quanto de ovos. Em poucos meses, cada uma pode atingir uma média de 3 kg de carne, garantindo uma fonte robusta de proteína. Além disso, considerando que uma galinha fêmea bota, em média, um ovo por dia, estima-se que cada galinheiro poderá produzir cerca de 50 ovos diariamente.

Após a instalação das unidades e a chegada dos animais, as comunidades continuarão recebendo acompanhamento técnico, com orientações sobre manejo sustentável, reprodução e alimentação das aves. Esse suporte, alinhado aos saberes tradicionais Guarani, será essencial para garantir a continuidade e o sucesso da criação. 

Nas próximas semanas, também terá início a construção das 25 unidades produtivas de suínos previstas no projeto. O OPANÁ: Chão Indígena busca fortalecer a segurança alimentar por meio da implementação dos Sistemas Indígenas de Produção Agroecológica (SIPAs), que incluem, além da criação de aves e suínos, tanques de piscicultura, roçados e quintais produtivos.

 

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Assessoria de Comunicação FLD
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