Nildete: minhas lutas são as mesmas das outras catadoras

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Nildete: minhas lutas são as mesmas das outras catadoras

“Eu morava perto de um lixão, em Rio Pardo (RS), ao lado do Rio Jacuí, onde trabalhavam várias pessoas que buscavam a sua sobrevivência”, contou Nildete da Silva Pereira dos Santos, de 48 anos, que participa do Grupo de Mulheres da Cooperativa de Catadoras e Catadores de Rio Pardo (Coocamarp), por meio do projeto Mulher Catadora é Mulher que Luta. “Quando chovia muito, o local ficava alagado e o material era totalmente perdido, pois acabava no rio. Eu achava tudo muito ruim, pois as pessoas perdiam tudo e o rio, se contaminando”.

Nildete começou a trabalhar como catadora em 2000. “As dificuldades foram muitas, especialmente o preconceito. Minha maior superação foi ter vencido o medo e a vergonha. Sou catadora e me orgulho disso”.

Ela conta que as lutas da sua vida aconteceram juntamente com as mulheres que trabalham na cooperativa. “Lutamos pelo reconhecimento das catadoras e dos catadores, pelo fechamento do lixão na cidade – o que aconteceu em 2004 –, lutamos pelo respeito que merecemos e pelo pagamento justo pelo nosso trabalho”, disse.

“Hoje, nossa maior luta é contra qualquer tipo de violência contra as mulheres”.