Não é possível ficar indiferente ao sofrimento das mulheres

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Não é possível ficar indiferente ao sofrimento das mulheres

No dia 21 de agosto, uma oficina de sensibilização da Nem tão Doce Lar na Comunidade Luterana de Assis (SP)/Sínodo Paranapanema da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), a convite da Regional Norte da Organização Auxiliadora de Senhoras Evangélicas (OASE). “Tivemos oportunidade de discutir, aprender e refletir sobre as diferentes violências dentro de um lar, além da agressão física”, disse a vice-presidente da Paróquia da Comunidade Evangélica Luterana de Assis, Elaine Aparecida Semeghini Hanisch. “Muitas vezes não nos damos conta de que as agressões morais e psicológicas, por exemplo, são tão graves quanto a agressão física”.

Para o pastor Telmo Noé Emerich, a oficina ajudou a pensar na violência como algo anormal. É preciso denunciar, mesmo que seja difícil. “Fez pensar sobre nosso papel, de ‘meter a colher’ em briga de marido e mulher, ao contrário do que o ditado diz. Não é possível ficar indiferente ao sofrimento das mulheres, filhas e filhos, diante da violência que é tão frequente numa sociedade machista como a nossa”, afirmou.

Pastor Telmo também lembrou do papel das igrejas, que muitas vezes se calam diante dos abusos cometidos no lar. “Como voz profética, devemos denunciar o pecado e o pecador e apoiar quem sofre em todo este processo”. Um terceiro ponto trazido na discussão foi o papel da educação das filhas e dos filhos, para que não reproduza o machismo da nossa sociedade.
“Só de nos fazer pensar, a Nem tão Doce Lar vale a pena como provocação à reflexão”, disse.

Mostra científica

Nos dias 2 e 3 de outubro, a Nem tão Doce Lar foi montada no espaço da Mostra Científica do Colégio Sinodal de Teutônia (RS), por meio do projeto Educação para a Solidariedade e Paz, da FLD em parceria com a Rede Sinodal de Educação. Além da exposição, a FLD participou com a Rede de Comércio Justo e Solidário, também através do Educação para a Solidariedade e Paz.

A mostra científica foi visitada por mães e pais de estudantes, professoras e professores, funcionárias e funcionários do colégio em Teutônia e de outros colégios da região. Estima-se que cerca de 300 pessoas passaram pela mostra nos dois dias.