Catadoras de materiais recicláveis e FLD recebem embaixatriz da União Europeia

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Catadoras de materiais recicláveis e FLD recebem embaixatriz da União Europeia

(Da esq. para dir.) Marilu, Marisa, Cibele, Nildete, Cassiana, Maria Tugira, Marina, Rosângela, Rosa Maria, Jowita, Astrid (atrás), Doralina, Sirlei e Marluí.

Lideranças catadoras e a FLD receberam, no dia 6 de novembro, a embaixatriz da União Europeia, Rosa Maria Rabadan, e a primeira-secretária da Seção para Assuntos Políticos, Econômicos e de Informação da Delegação da União Europeia no Brasil, Jowita Mikolajczyk, que vieram acompanhadas pela integrante da Secretaria de Relações Internacionais do Governo do RS, Astrid Schünemann. O objetivo da visita foi conversar com catadoras e a Coordenação da FLD sobre o projeto Mulher Catadora é Mulher que Luta, executado entre 2015 e 2018, em parceria com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e financiado pela UE.

Acolhidas inicialmente pela secretária executiva, Cibele Kuss, e pela coordenadora programática, Marilu Nörnberg Menezes, as visitantes participaram de uma roda de conversa com as lideranças catadoras Nildete dos Santos e Doralina Pereira, da Coocamarp, de Rio Pardo; Maria Tugira Cardoso, da Aclan, de Uruguaiana; Cassiana de Freitas Lucas e Sirlei Madalena Stasinski Lopes, da Coomcreal, Encruzilhada do Sul; Rosângela Terezinha Nunes, da Coomcat, de Santa Cruz do Sul; Marina de Oliveira e Marisa Francisco, da Cooprevive, de Sapucaia do Sul; e a assistente social da FLD e coordenadora do projeto, Marluí Tellier.

Durante a conversa, houve a apresentação do vídeo Mulher Catadora é Mulher que Luta (assista aqui) e das atividades executadas, além do depoimento das catadoras presentes sobre suas vidas e sobre os resultados do projeto.

“O projeto trouxe muita independência para as cooperativas. Não tínhamos dinheiro pra comprar um carrinho, prensa, uma balança”, disse Nildete, da Coocamarp, em Rio Pardo. “A gente era refém dos atravessadores, que emprestam o equipamento, mas exigem que o material recolhido seja vendido para eles, pelo valor que quiserem pagar. Com o projeto, com os equipamentos, nos libertamos, ganhamos independência financeira“.

Nildete falou também sobre a visibilidade e respeito que o trabalho de catadoras e catadores ganhou nos municípios. “Realizamos diversas atividades em espaços púbicos, no centro da cidade, como a exposição contra a violência Nem tão Doce Lar e as campanhas de Educação Ambiental, para as pessoas nos verem. Antes, por exemplo, a prefeitura não queria nem que nós passássemos na calçada, muito menos conversar com a gente. Tudo isso mudou.”

Cassiana, da Coomcreal, Encruzilhada do Sul, falou sobre a importância das oficinas e dos grupos de mulheres: “nesses encontros, a gente aprendeu a se abrir umas com as outras, a dar e ganhar apoio, a falar com as colegas. Conversando e trocando ideias, nos sentimos empoderadas”.

Ao se despedir, a embaixatriz afirmou que a visita havia sido enriquecedora e inspiradora. “Vi e ouvi aqui muitas histórias de coragem e de luta, e vi muita alegria. Precisamos disso sempre.”