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Catadoras e catadores de materiais recicláveis recebem cestas básicas com produtos da agricultura familiar

Catadoras e catadores de materiais recicláveis recebem cestas básicas com produtos da agricultura familiar
15 de maio de 2020 Thais

Agroecologia em defesa da vida no enfrentamento à fome

Como forma de responder aos impactos sociais causados pela pandemia da Covid-19, a FLD-COMIN-CAPA distribuiu, nos dias 8, e 11 de maio, 158 cestas básicas, um total de 2578 kg de alimentos, para catadoras e catadores de materiais recicláveis. Ao todo, seis cooperativas e associações da região metropolitana de Porto Alegre (RS), do Vale do Rio Pardo e da fronteira oeste foram beneficiadas com alimentos, fornecidos pela agricultura familiar por meio das cooperativas União, Ecovale e CAFSUL, assessoradas pelo Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (CAPA), que integra a FLD, e pela cooperativa Terra Livre, além de máscaras de proteção e produto de limpeza, dos empreendimentos econômicos solidários Mãos Amigas, de Porto Alegre, e Mundo Mais Limpo, de são Leopoldo.

A iniciativa teve apoio da BB Seguros e do banco BV, empresas do conglomerado Banco do Brasil, além da cooperativa de crédito COOPERFORTE, que destinaram recursos à Fundação Banco do Brasil para ações de assistência social, prevenção e combate à pandemia.

“A renda de cooperadas e cooperados foi muito afetada, por conta da falta de materiais e pela redução no valor pago pelos compradores”, afirma Maria Tugira Cardoso, catadora ACLAN, de Uruguaiana (RS), e liderança do Movimento Nacional de Catadores de Materiais recicláveis (MNCR). Para ela, a pandemia tem comprometido profundamente a vida das pessoas que dependem da coleta. 

A situação também tem preocupado Sirlei Stasinski, da COOMCREAL, de Encruzilhada do Sul (RS). Segundo ela, existe um medo quanto à disseminação do vírus e o risco de contágio por meio do contato com os materiais coletados, onde o vírus pode permanecer por mais tempo. “Ficamos uma semana sem trabalhar, mas tivemos que voltar. Reduzimos o horário e afastamos as pessoas dos grupos de risco, mas, infelizmente, quase não tem material na rua para garantir nosso sustento”.

Comunidades indígenas, kilombolas, assentamentos e acampamentos da reforma agrária e empreendimentos econômicos solidários do Rio Grande do Sul e do Paraná também foram beneficiados nesta ação que, entre os dias 5 e 13 de maio, atendeu diretamente 1.900 famílias com um total de 30.400kg de alimentos.

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