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Frente Parlamentar em Defesa do Trabalho e da Renda Básica é instalada: FLD e Fórum Gaúcho de Economia Popular Solidária integram o conselho consultivo

Frente Parlamentar em Defesa do Trabalho e da Renda Básica é instalada: FLD e Fórum Gaúcho de Economia Popular Solidária integram o conselho consultivo
10 de agosto de 2020 Thais

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul instalou, nesta segunda-feira (10) a Frente Parlamentar em Defesa do Trabalho e da Renda Básica. A iniciativa foi do deputado estadual Valdeci Oliveira e tem como objetivo combater as desigualdades sociais, por meio da renda básica e políticas de apoio a trabalho e renda. A Fundação Luterana de Diaconia e o Fórum Gaúcho de Economia Popular Solidária integram o conselho consultivo que orientará os trabalhos da Frente Parlamentar em Defesa do Trabalho e da Renda Básica.

Sueli Angelita da Silva, representante do Fórum Gaúcho de Economia Popular Solidária, ressaltou a importância da economia solidária como espaço de trabalho e renda. Só no Rio Grande do Sul, por exemplo, cerca de 270 mil pessoas estão organizadas em mais de 2 mil empreendimentos econômicos solidários. “É no nosso espaço que as pessoas sem trabalho chegam, para tentar obter uma renda por meio do trabalho coletivo. Neste momento, vários empreendimentos estão para fechar, porque não tem como pagar as despesas. Queremos mais equidade e uma melhor distribuição de renda. Com a renda básica, conseguiríamos pagar as contas diárias e produzir. Nosso clamor é que olhem para as pessoas mais empobrecidas. Se tivessem mais políticas públicas direcionadas para as pessoas mais empobrecidas, não estaríamos nesta situação de vulnerabilidade”.

Cibele Kuss, secretaria executiva da FLD-COMIN-CAPA, destacou o compromisso com a economia popular solidária e com a defesa da renda básica permanente. “A renda básica reduz as desigualdades e movimenta a economia, uma economia popular solidária com justiça de gênero e democracia. A renda básica garante uma vida digna para pessoas em extrema vulnerabilidade.”

Ela também ressaltou que a renda básica permanente deve ser implementada sem prejuízos às políticas públicas de proteção social criadas a partir da constituição de 1988. “É nesta perspectiva que defendemos a renda básica permanente, para uma sociedade mais justa e igualitária. Consideramos muita estratégico, muito necessário, e muito importante o engajamento de parlamentares do nosso estado, da criação da frente, e da participação da sociedade civil.”

A FLD-COMIN-CAPA assinam, junto com outras 270 organizações, a campanha Renda Básica que Queremos, que defende a instituição de uma Renda Básica permanente que garanta condições de vida dignas para as famílias mais pobres, fortaleça a economia e reduza as desigualdades.

Acesse www.rendabasica.org.br e sabia mais.