MULHER CATADORA
É MULHER QUE LUTA
O projeto Mulher Catadora é Mulher que Luta, realizado em parceria com o MNCR, busca responder ao desafio de combinar qualificação de prestação de serviços na área da reciclagem com gestão democrática e relações de cooperação e solidariedade sustentadas na justiça de gênero. Suas ações estão voltadas à promoção de direitos sociais e ao fortalecimento das organizações, entre as quais a elaboração de planejamento estratégico e aquisição de equipamentos.
O projeto, aprovado em 2014, é financiado pela União Europeia, e tem como duração o período de abril de 2015 a março de 2018. Vai atender diretamente 24 associações e cooperativas de catadoras e de catadores de materiais recicláveis no Rio Grande do Sul, organizadas nas redes Coleta Solidária, Catapampa e Catapoa, e 31 outros empreendimentos com ações pontuais.
O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) foi criado para a organização de catadores e catadoras de materiais recicláveis pelo Brasil afora. Busca a valorização da categoria de catador, que é um trabalhador e tem sua importância.
Nosso objetivo é garantir o protagonismo popular da classe, que é oprimida pelas estruturas do sistema social. Tem por princípio garantir a independência de classe, que dispensa a fala de partidos políticos, governos e empresários em nosso nome. Acreditamos na prática da ação direta popular, que é a participação efetiva do trabalhador em tudo que envolve sua vida, algo que rompe com a indiferença do povo e abre caminho para a transformação da sociedade.
Nossa missão é contribuir para a construção de sociedades justas e sustentáveis a partir da organização social e produtiva dos catadores de materiais recicláveis e suas famílias, orientados pelos princípios que norteiam sua luta (autogestão, ação direta, independência de classe, solidariedade de classe, democracia direta e apoio mútuo).
A Fundação Luterana de Diaconia (FLD), criada em 2000, a partir do Serviço de Projetos de Desenvolvimento da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil(IECLB), é definida como uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos. Suas atividades incluem o apoio a projetos e a coordenação e execução de iniciativas em cinco áreas temáticas: Direitos Humanos, Justiça Socioambiental, Justiça Econômica, Diaconia e Ajuda Humanitária.
Sua atuação se dá via o Programa de Pequenos Projetos, a exposição interativa Nem tão Doce Lar, o Projeto Pampa, a iniciativa de Educação para a Solidariedade e a Rede de Comércio Justo e Solidário. O projeto Mulher Catadora é Mulher que Luta, inserido na área de Justiça Econômica, se soma a outras atividades e projetos realizados em parceria da FLD e MNCR.
A União Europeia (UE) é uma parceria econômica e política com características únicas, constituída por 28 países, que envolvem uma grande parte do continente europeu. Foi criada no final da Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de incentivar a cooperação econômica na Europa, partindo-se do pressuposto de que os países com relações comerciais tornam-se economicamente dependentes, reduzindo assim os riscos de conflito.
Dessa cooperação econômica resultou a criação da Comunidade Econômica Europeia (CEE), em 1958, inicialmente constituída por seis países: Alemanha, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e Países Baixos. Desde então, assistiu-se à criação de um enorme mercado único em permanente evolução.
A UE tem um tradicional e permanente programa internacional de financiamento à sociedade civil, por meio de editais de projetos. Nos últimos dez anos, mais de 300 milhões de reais foram investidos pela UE em projetos no mundo todo.
O projeto Mulher Catadora é Mulher que Luta, da FLD, em parceria com o MNCR, é uma das iniciativas, entre várias outras, que recebem apoio financeiro da UE no Brasil.
“Olho de frente, no olho da pessoa, e digo o que eu sinto. Antes, não era assim”
Participantes do Grupo de Mulheres Lideranças perceberam que já reúnem conhecimentos e habilidades aprendidas no dia-a-dia, especialmente porque vivem em uma realidade de luta.
”Se vejo um material reciclável, já quero sair juntando”
Noreci sempre trabalhou na coleta de materiais. No início, fazia sozinha, puxando um bag, que são grandes sacos flexíveis e resistentes, com alças, que chegam a acomodar uma tonelada de material.
O futuro não é distante. Ele é logo ali.
“Preciso lutar diariamente para ser aceita pela sociedade e pelas pessoas que desfazem de mim. É preciso ter cara e coragem para enfrentar essas pessoas.”
”Elogiaram o trabalho e me orgulhei”
Vera Lúcia Flores da Rosa conta sobre sua trajetória e como chegou à atividade de coleta e separação de materiais recicláveis.
Nildete: minhas lutas são as mesmas das outras catadoras
“Eu morava perto de um lixão, em Rio Pardo (RS), ao lado do Rio Jacuí, onde trabalhavam várias pessoas que buscavam a sua sobrevivência”
Histórias de vida: processo de luta não é novidade para Maria Tugira
Catadora e coordenadora da Aclan, de Uruguaiana, Maria Tugira é uma liderança reconhecida.
Notícias
Dia de Doar: campanha da Fundação Luterana de Diaconia incentiva a doação
Mobilização nacional acontece no dia 30/11 e é resposta solidária à Black Friday
“Aprendemos muito. Vocês são exemplo”.
Comitiva de embaixatrizes da União Europeia visitou a FLD e a Cooprevive para conhecer o trabalho e ouvir as mulheres catadoras sobre as experiências e as mudanças nas suas vidas, a partir do projeto Mulher Catadora é Mulher que Luta, executado pela FLD em parceria com o MNCR, com financiamento da UE.
Catadoras de materiais recicláveis e FLD recebem embaixatriz da União Europeia
O encontro foi realizado com o objetivo de conversar sobre a vida e o trabalho das mulheres catadoras e sobre o projeto Mulher Catadora é Mulher que Luta, executado entre 2015 e 2018, com financiamento da UE.
Galpões passam por reformas estruturais
Melhorias permitem que catadoras e catadores trabalhem com mais segurança nos espaços que servem para a separação de materiais recicláveis.
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